
A trajetória de alguns atores em Hollywood pode ser bem melancólica, caso, por exemplo, de Kim Basinger. Ela nunca foi considerada uma boa atriz e sempre foi mais reconhecida por sua beleza, desde sua revelação como bond girl em “007 – Nunca mais outra vez” (1983), quarenta anos atrás, até sua participação em uma série de comédias bobas dos anos 1980 e começo dos anos 1990 que nada exigiam dela a não ser um ar de “loira burra”: “Encontro às escuras” (1987), “Nadine – Amor à prova de balas” (1987), “Minha noiva é uma extraterrestre” (1988) e “Uma loira em minha vida” (1991).
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Apesar de estrelar grandes blockbusters, inclusive o “Batman” (em que ela basicamente grita) de Tim Burton, e atuar em produções de diretores de prestígio (“Prêt-à-Porter“, de Robert Altman), Basinger nunca chegou realmente ao primeiro escalão, caso de outras contemporâneas como Michelle Pfeiffer, Demi Moore ou Julia Roberts.

A carreira da atriz poderia ter mudado, no entanto, em 1997 graças ao papel de destaque no elogiado “Los Angeles – Cidade Proibida“. O longa de Curtis Hanson, até então diretor de suspenses vagabundos e genéricos (“A Mão Que Balança o Berço” e “O Rio Selvagem“), conquistou a crítica e os principais prêmios especializados do ano, só não ganhando o Oscar por causa do sucesso estrondoso de “Titanic“, de James Cameron. Basinger, no entanto, levou a estatueta de atriz coadjuvante pela adaptação da obra de James Ellroy, tornando-se a primeira bond girl a ganhar um Oscar (Halle Berry foi a segunda).
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A guinada na carreira da atriz, porém, não veio. Ela até tentou capitanear o sucesso de 1997 em veículos para provar seu star power, com resultados distintos no esquecível “África dos Meus Sonhos” (2000), um genérico muito menos bem sucedido de “Entre Dois Amores” (1985), e no elogiado e pouco visto “Provocação” (2004). Mas a atriz ficou limitada a papéis de pouco destaque em longas que prometiam, mas não vingaram (“8 Miles: Rua das Ilusões“, 2002, novamente sob o comando de Curtis Hanson), ou bombas, caso do terror “A Filha da Luz” (2000), do suspense “Celular: Um Grito de Socorro” (2004), da série “Cinquenta Tons de Cinza” ou do drama pretensioso “Vidas que se Cruzam” (2008), com Charlize Theron e uma ainda desconhecida Jennifer Lawrence. O último filme minimamente relevante da atriz é a comédia “Dois Caras Legais” (2016), com Russell Crowe e Ryan Gosling.

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Esquecida no tempo e por Hollywood, Kim Basinger completa 70 anos nesta sexta (8). A atriz pode não ter mais relevância nos dias de hoje, mas ela deixou sua marca nos anos 1980 e 1990, protagonizando, por exemplo, a polêmica cena do sexo na frente da geladeira no drama erótico “9 1/2 semanas de amor” (1986), sucesso que ela tentaria repetir nos igualmente sensuais “Desejos” (1992) e “A Fuga” (1994), ao lado do então marido Alec Baldwin. Quem sabe Hollywood ainda entrega um bom papel que marque o retorno da atriz.
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