
Bebendo na fonte dos filmes-catástrofe, “Twister” foi um dos blockbusters do verão de 1996. Sem grandes astros e com um roteiro bobo e piegas, o longa foi dirigido por um Jan De Bont recém-saído do sucesso de “Velocidade Máxima”. Com o pé no acelerador, ótimos efeitos e um clima de pura tensão, a produção é Hollywood mostrando o que sabe fazer.
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Quase 30 anos depois, Hollywood requenta a mesma ideia em “Twisters”, uma espécie de continuação-remake do filme de 1996, provando que nada melhor do que aumentar a escala. É exatamente isso que o diretor Lee Isaac Chung (do oscarizado “Minari”) faz, aumenta os desafios, os tornados e joga mais efeitos, mantendo basicamente a mesma estrutura narrativa do original ao misturar ação, tensão e melodrama.
Seguindo a cartilha dos filmes-catástrofe e produções de terror, “Twisters” já mostra a que veio traumatizando a protagonista no prelúdio do longa, uma garota idealista que quer salvar o mundo ao inventar um mecanismo capaz de pará-los. Claro que a ideia não dá certo e o longa dá um salto temporal com a menina agora mulher longe dos perigos dos tornados. Isso até o passado bater a sua porta.

Mesmo não sendo uma continuação direta do longa de 1996 (nenhum personagem do original está de volta ou é sequer mencionado), “Twisters” remete o tempo todo à produção de Jan De Bont, seja em elementos narrativos ou sinais visuais, às vezes o filme parecendo uma mera cópia anabolizada do anterior.
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Não que o filme não modernize a trama, apresentando novas tecnologias que decifram como os tornados funcionam e trazendo a questão da influência das redes sociais para a história. Mas todos esses novos elementos parecem apenas uma desculpa, nunca efetivamente impactando na trama principal.
Essa também repete elementos do filme anterior, com grupos de pesquisadores rivais lutando para vencer os tornados e decifrar seus segredos em primeiro lugar. Ainda assim, “Twisters” é uma delícia e bem divertido, ganhando pontos graças a ótima química entre o novo astro da vez Glen Powell (“Top Gun: Maverick” e “Assassino por Acaso”) e Daisy Edgar-Jones (“Normal People”). É a dinâmica entre os dois (que remete à mesma entre Helen Hunt e Bill Paxton) que move e sustenta o novo longa.

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Sem o frescor do original e com uma trama que pisa na previsibilidade, mesmo com o diretor e os atores dando conta do drama, falta ainda a “Twisters” a coragem de falar sobre mudanças climáticas. Mesmo que o filme pincele, de forma bem superficial, a lucratividade das tragédias, o roteiro não dá nome aos bois e cita o aumento e a intensidade dos tornados sem nunca mencionar questões ambientais.
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