Passion

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Apesar de já ter se arriscado por vários gêneros (ficção científica, filmes de máfia, ação, terror e até comédia), menino Brian De Palma fez seu nome dirigindo longas de suspense com uma pegada hitchcockiana ou thrillers com uma roupagem noir, talvez até uma mistura dos dois. “Vestida para Matar”, “Dublê de Corpo”, “Síndrome de Cain”, “Femme Fatale”, “A Dália Negra” e “Um Tiro na Noite” são alguns dos trabalhos que criaram a fama do diretor.

Sempre cuidadoso com as imagens e mestre em elaborar planos-sequência cheios de tensão, De Palma volta ao tipo de filme que o consagrou em Passion, remake de uma produção francesa, e caga tudo. Praticamente jogando a carreira no lixo, o cineasta desperdiça belas cenas e composições (a cena do balé é visualmente linda) em uma trama absurdamente sem pé nem cabeça e que descamba para a comédia involuntária.

Resumindo a coisa toda: é Rachel McAdams canastrona dando uns pegas na insossa Noomi Rapace em um longa que envolve inveja, vingança, paixão, publicidade, assassinato e mistério. Tudo isso jogado sem critérios em um liquidificar de autoplágio. Graças à trilha musical de quinta e um clima de filme ruim feito para TV, os lampejos de genialidade que menino De Palma demonstra em alguns momentos são desperdiçados em uma típica produção lesbian chic com cara de Supercine do mal. Lastimável e um tanto constrangedor, ainda que bonitinho de se ver.

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