Pílulas

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Malévola – Da nova tendência hollywoodiana de adaptar contos de fadas/filmes infantis e transformá-los em produções mais adultas e violentas (“Alice no País das Maravilhas”, “Branca de Neve e o Caçador”, “Oz – Mágico e Poderoso”), esse “Malévola” é o melhorzinho. Não que isso signifique muito. Inundado por efeitos especiais e sem muito estofo narrativo, o grande mérito desse novo longa é o tom feminista e a abordagem um tanto subversiva (pelo menos em termos de Disney) de uma história muito bem enraizada no imaginário coletivo. Outro ponto positivo é o uso da imagem da superstar Angelina Jolie, uma das maiores estrelas do cinema mundial e dona de uma filmografia de fazer vergonha. Mesmo não sendo uma grande atriz, Jolie tem talento e carisma e carrega o longa praticamente sozinha. A melhor coisa do filme, no entanto, é mesmo o figurino e a caracterização da atriz.

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No Limite do Amanhã – Tom Cruise já passou dos 50 e há tempos não protagoniza um filme de grande sucesso. Mas essa nova incursão do astro no gênero da ficção científica (ele já provou que se dá muito com o gênero nos anteriores “Minority Report”, “Guerra dos Mundos” e “Oblivion”) prova que ele ainda é capaz de segurar um longa sozinho. Seguindo a proposta “repetitiva” de produções como “Feitiço do Tempo” e “Contra o Tempo”, o novo trabalho de Doug Liman (“A Identidade Bourne” e “Sr & Sra Smith”) acerta ao colocar o ator no papel de um herói involuntário, misturando belas cenas de ação, humor na medida e uma trama que começa meio sem jeito, mas ganha força graças à mão firme do diretor e ao carisma de Cruise (muito bem acompanhado por Emily Blunt). O final é um tanto confuso e tem a boa e velha concessão hollywoodiana ao happy end, mas é de longe o melhor trabalho de Cruise em tempos.

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A Culpa é das Estrelas – Esse é o típico filme que tinha tudo para dar errado. É baseado em um best-seller de qualidade duvidosa e dirigido por um qualquer sem grandes referências (Josh Boone). E é igual a tantos outros longas açucarados sobre casais apaixonados que têm que lidar com uma doença terminal (de cara já lembro de “Doce Novembro” e “Outono em Nova York”). Mas a sorte da produção e do público é que “A Culpa é das Estrelas” é protagonizado por dois ótimos novos atores que dão conta do recado. Shailene Woodley e Ansel Elgort são lindos, ótimos, cheios de química e têm o poder de transformar uma trama clichê e melosa em um filme fofo e totalmente assistível. Ela traz simpatia e honestidade ao papel da mocinha que sofre de um câncer terminal. Ele é dono de uma espontaneidade impressionante e que conquista a plateia logo de cara. Graças aos dois, a direção pouco inspirada de Boone e a narrativa um tanto arrastada são devidamente esquecidas.  Não me fez chorar litros como outros “filmes de câncer” (“Laços de Família”, “As Filhas de Marvin” e “Lado a Lado” são campeões de lágrimas), mas é uma produção bem decente e que vai além da classificação “filme adolescente feito apenas para chorar”.

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