Três vezes Piranha

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Sempre gostei de filmes de terror. E também sempre tive uma tendência a querer ver coisas classificadas como trash, mesmo muita gente não entendendo essas minhas vontades. Aproveitando então a estreia do remake de Piranha (que, infelizmente, perdi de ver em versão 3D nos cinemas), resolvi rever os clássicos trash cults lançados em meados dos anos 1980. Já tinha vistos os filmes quando adolescente, mas não lembrava nada deles, apenas de que eram bem ruins.

Claro que ambos continuam ruins, mas até que são divertidos. O primeiro Piranha, dirigido por um desconhecido Joe Dante (que depois ficaria famoso com os dois Gremlins), é uma cópia descarada de “Tubarão”, de Steven Spielberg, mentor de Dante, aliás. Com poucos recursos, efeitos de quinta e uma trama batida e cheia de furos, o filme tem como maior destaque os efeitos sonoros e as sombras utilizadas para representar as piranhas, que sabiamente são pouco mostradas.

Por incrível que pareça, Piranha 2 – Assassinas Voadoras é melhor que o primeiro. Apresentando James Cameron como diretor (depois ele estouraria com O Exterminador do Futuro), o filme é quase uma cópia do primeiro, com o adendo de as piranhas voarem (!!!). O elenco é primário (com direito a um clone oitentista do Bradley Cooper), e a trama é estapafúrdia, mas Cameron já dava indícios de saber o que fazer com uma câmera, construíndo uma narrativa tensa e que segura a atenção.
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Os dois longas, lançados em 1978 e 1981, viraram cult e estão mais para trash do que para filmes de terror propriamente dito. Já o remake é uma decepção: os efeitos são melhores, óbvio, mas o tom apelativo e moralista não ajuda. Abraçando sem pena o camp, um dos grandes defeitos da produção é a pretensão de querer ser um cult. Entre muitos peitos e uma edição acelerada, o longa de Alexandre Aja fracassa por exagerar na sua tentativa de não se levar a sério.


Nem o elenco um pouco mais conhecido ajuda: dá pena ver Elisabeth Shue se prestando a ser heroína em filme de quinta; já Christopher Llyod meio que reprisa o papel de cientista maluco que o fez famoso na trilogia De Volta para o Futuro; e Ving Rhames e Richard Dreyfuss não fazem absolutamente nada a não ser virarem comida de piranha, o que convenhamos é muito pouco.

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