The Ting Tings – Sounds from Nowheresville

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Depois da empolgante estreia em We Started Nothing, a dupla britânica The Ting Tings está de volta com o aguardado Sounds from Nowheresville. Como todo segundo álbum, o lançamento vem cheio de expectativas e dúvidas. Será que o duo consegue emular a energia e repetir o feito de músicas vibrantes como “That´s Not My Name”, “Shut Up and Let Me Go” e “Great DJ”? Infelizmente, a resposta é não!

Quatro anos após o sucesso do debut do duo e quase dois depois do single “Hands”, dançante, mas aquém dos hits do primeiro álbum, Sounds from Nowheresville chega e muda um pouco a imagem do The Ting Tings. A primeira música do álbum já demonstra essa mudança.  “Silence” é mais melódica e depois de um refrão repetitivo ganha ares apoteóticos e uma versão mais soft da voz esganiçada da Katie White. Não deixa de ser uma escolha estranha para abrir o disco se lembrarmos de que o trabalho anterior já começava dizendo a que veio e colocando todo mundo para dançar com os sucessos “Great DJ” e “That´s Not My Name”.

“Hit Me Down Sonny” e o primeiro single “Hang it Up” ganham mais força, mas nunca chegam realmente a empolgar. “Give it Back” é divertida e apoiada numa base de palmas típica de grandes canções pop. Rápida e cheia de ritmo, é o primeiro grande momento de Sounds from Nowheresville. E um dos poucos também.

Apesar de algumas músicas trazerem a mistura de guitarras roqueiras com a batida eletrônica característica do primeiro trabalho, o novo disco do The Ting Tings é mais calmo e nunca decola, terminando até de modo anticlimático com uma sequência final de canções apagadas. “Day to Day” é uma baladinha preguiçosa. “Help” não funciona com sua melodia arrastada e interpretação desanimada de White. “In Your Life” fecha o álbum de forma decepcionante e deixa saudades do The Ting Tings do “passado”.

Entre uma canção boa ali, outra ruim acolá, a interessante “Guggenheim” e a mais eletrônica do álbum, “One by One”, com uma sonoridade típica do Ladytron, completam o recheio de um disco que não impressiona e passa longe da estreia promissora.

Dizer que é um trabalho mais maduro porque a banda baixa um pouco o tom e troca o som um tanto “absurdinho” por uma pegada mais leve seria clichê. Mas não deixa de ser uma surpresa, não muito agradável, o caminho escolhido pela dupla. A sonoridade mais irreverente é meio deixada de lado e aparece apenas tímida em canções como “Hang It Up”, “Hit Me Down Sonny” e “Soul Killing”. Sounds from Nowheresville repete assim o clichê do segundo álbum: expectativa demais, resultado de menos.

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