Brancas de Neve: Julia Roberts X Charlize Theron

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Só mesmo Hollywood para fazer dois filmes sobre a Branca de Neve e ambos serem uma bomba. Das duas uma: ou a personagem é uma chata mesmo (e as duas atrizes que interpretam a talzinha nos dois longas não ajudam), ou Hollywood é de uma incompetência tamanha. Apesar da temática e ruindade em comum, os dois filmes não poderiam ser mais diferentes. Um aposta em um tom mais cômico e farsesco, o outro apela para uma paleta mais sombria e um pé na ação. Ambos fracassam em sua proposta.

Espelho, Espelho Meu estreou primeiro com um apelo mais infantil e naufragou. Razões para isso não faltam. O filme é dirigido pelo incompetente Tarsem, que dirigiu o videoclipe Losing My Religion, do REM, lá no início dos anos 1990, e depois só enfiou o pé na jaca (“A Cela”, “Anjos Caídos” e “Imortais”, cada um pior do que outro). O filme é protagonizado pela chata e sem sal Lily Collins, filha do Phil Collins (ou seja, a falta de carisma é de família). E o filme tem uma trama tão sem graça e imbecil que dá nos nervos.

A produção até tenta adotar um humor autoconsciente, mas em vão, já que elo fica perdido entre um roteiro de encomenda e uma produção exagerada e equivocada (os figurinos e a direção de arte são de um mau gosto que Meu Deus!). Nem os exageros de Julia Roberts como a rainha má e o bonitinho Armie Hammer sem camisa (os únicos que parecem estar se divertido) compensam. O final a la Bollywood é de chorar de constrangimento e enterra o filme de vez.
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Branca de Neve e o Caçador segue outro caminho, mas o resultado é o mesmo: a nulidade cinematográfica. Quer ser sombrio, mas aposta mais na fotografia do que na narrativa para chegar a esse objetivo. Quer ser esteticamente relevante, mas tirando um figurino da rainha má aqui e uma cena melhor elaborada ali, não passa de mais uma produção ok de Hollywood.

Dirigido por um estreante que não lembro o nome, nem vou procurar no Google/IMDB, o filme não tem ritmo ou clímax, mesmo querendo ser uma coisa “O Senhor dos Anéis”. Ou seja, tá errado. Outro erro: acreditar na tábua da Kristen Stewart para criar empatia no público. E Charlize Theron está realmente linda, mas exagera na voz empostada e pausada da rainha. A atriz é, inclusive, meio esquecida no meio do filme, abrindo espaço para a fuga da Branca de Neve junto com o caçador beberrão (o loirão alto trocando o martelo e os figurinos do Thor por uma espada e armadura, mas fazendo as mesmas caras e bocas) e os anões mais chatos da galáxia (toda a cena da floresta coloridinha é qualquer coisa de ruim).

Na disputa entre a rainha má e engraçadinha de Julia Roberts e a rainha má e psicótica de Charlize Theron, quem sai perdendo é o público. Ou seja, cerveja. Fiquem mesmo com o desenho da Disney (produzido em 1937 e o primeiro longa-metragem animado, by the way) que é melhor para todo mundo.

Um pensamento sobre “Brancas de Neve: Julia Roberts X Charlize Theron

  1. Bom… Pode ser que o filme Branca de Neve e o Caçador seja melhor que o espelho espelho meu, o filme tem muitos efeitos especiais e tal, não precisando assim, muito trabalho de atuação de Charlize e a Kristen. Já o filme espelho espelho meu achei meio fraquinho mesmo, você nota tranquilamente que se trata de um cenário, mas o que REALMENTE valeu a pena no filme foi a presença da poderosa Julia Roberts, podem dizer o que for! Mas so pela presença, atuação, beleza e sua gargalhada já vale MUITO apena assistir o filme. Entre as rainhas más, com certeza Julia Roberts está MUITO à frente de Charlize.

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