Ex Machina

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Pegue a ideia de Frankenstein e misture com “Corpos Ardentes” e temos esse Ex Machina. Por mais absurda que a mistura pareça, essa ficção científica pega a ideia de criação, a partir da noção de inteligência artificial, e une ao conceito de manipulação para discutir uma série de questões sobre humanidade.

Estreia na direção de Alex Garland, roteirista de produções como “Extermínio”, “Sunshine” e “Não Me Abandone Jamais”, “Ex Machina” é uma dessas ficções científicas que apela mais para a filosofia do que para a ação. O resultado é um longa interessante, mas um tanto lento que vai apresentando sua proposta aos poucos.

A princípio, o filme é cerebral demais e peca por não apenas apresentar ideias e conceitos, mas mastigá-los em diálogos didáticos e arrastados. Mas, à medida em que os conflitos são estabelecidos, o longa deixa de lado essa postura redundante e centra-se na encenação e ambientação.

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E, apesar do roteiro interessante, é esse lado visual e a direção climática de Garland que se destacam. A direção de arte é clean e minimalista e a fotografia é por vezes opressora, remetendo ao estranho “Beyond The Black Rainbow”. Já os efeitos especiais são pontuais e estão a favor da trama, muito mais do que para chamar a atenção.

A trama é simples e direta. Um jovem programador é escolhido por um empresário egocêntrico e arrogante para testar seu novo experimento, um robô com inteligência artificial. Mesmo dando espaço a questões científicas desnecessárias, o maior acerto de Garland é construir o longa em cima das relações tensas que se estabelecem entre o empresário (Oscar Isaac) e o programador (Domhnall Gleeson) e este e o robô, do sexo feminino (interpretada por Alicia Vikander).

Questões de gênero, identidade, memória, sexualidade e manipulação entram na equação da história. E o resultado é um filme interessante e que tem pelos menos uma cena assustadora e uma outra lindamente filmada por Garland.

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Outras cinco ficções sobre inteligência artificial:

A série Exterminador do Futuro – Apesar de serem mais lembrados como filmes de ações, os longas dessa série criada por James Cameron têm como premissa um sistema que toma consciência e dizima a humanidade.

A série Matrix – Outra série que mostra máquinas que tomam consciência e dominam o homem. Aqui, a humanidade não foi dizimada, mas vive em uma realidade virtual que mantém as aparências de normalidade, enquanto no mundo real, os humanos servem de “combustível” para as máquinas.

Inteligência Artificial – Projeto de Stanley Kubrick que acabou sendo dirigido por Steven Spielberg, o filme narra a trajetória de uma criança-andróide que querer virar humano, amar e ser amado.

Blade Runner. O Caçador de Andróides – Nesse clássico sci-fi dirigido por Ridley Scott a partir de um livro de Phillip K. Dick, um detetive é contratado para eliminar replicantes (andróides tão humanos que têm até memórias) que voltaram para a Terra.

Ela – Aqui a inteligência artificial não é um andróide, mas um sistema operacional que desperta a paixão do seu dono (Joaquin Phoenix). Lindamente dirigido por Spike Jonze, o romance sci-fi traz Scarlett Johansson como a voz do sistema operacional.

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