Primeiras aventuras audiovisuais em Sampa – 2a. parte

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Depois de Chéri, vi Tudo Pode Dar Certo, de Woody Allen. Amado por alguns, odiado por muitos, Allen é um dos poucos cineastas que pode colocar seus personagens dizendo que Deus é um decorador gay, sem ser apedrejado. “Tudo Pode Dar Certo” segue a linha de filmes mais neuróricos de Allen, que volta a filmar em Nova York, seu cenário predileto, depois de uma incursão de filmes pela Europa, Londres e Madri mais precisamente. Boris, o protagonista vivido por Larry David, é o típico personagem alleniano: chato, falastrão, preconceituoso, reclamão, hipocondríaco e tudo mais. 

Filmado de modo convencional, característica do cinema de Allen, o filme se destaca pelos diálogos inspirados e atores sempre em sintonia. Só mesmo Allen para colocar um dupla tão improvável como David e a bela Evan Rachel Wood como um casal “romântico” e tirar proveito disso. A química entre os dois é sensacional e garante boa parte das piadas do longa. Não chego a ser um grande fã de Woody Allen, mas admito que o diretor sabe como ninguém explorar as neuroses do ser humano. Longe da Europa e dos assassinatos misteriosos que dominaram seus últimos filmes (Match Point, Scoop, Cassandra’s Dream), o cineasta continua fazendo o mesmo cinema de sempre. Mas e daí, ele consegue fazê-lo muito bem.

 

Homem de Ferro 2 – Nem só de filmes-cabeça se vive o homem, então sempre que possível abraço os blockbusters sem preconceito. Como ainda não tive disposição para ir ver Alice no País das Maravilhas no Imax, lá longe aqui de casa, acabei assistindo ao barulhento Homem de Ferro 2, que estreou no Brasil antes mesmo do que nos Estados Unidos. Eu confesso que achei o primeiro um bom filme, nada demais. Nem me empolguei muito para assistir a essa continuação, mas, sei lá, vi porque no cinema que fui não tinha mais nenhum outro filme que me empolgasse. Achei divertido como o primeiro, mais bem amarrado, com melhores vilões. Mas é isso, não bateu de modo marcante. Acho que a culpa é mais minha do que do filme em si. Tenho ficado cada vez menos nerd com o passar da idade, o que me faz pensar que tenho tudo para ser um personagem chato dos filmes de Woody Allen quando ficar mais velho.

2 pensamentos sobre “Primeiras aventuras audiovisuais em Sampa – 2a. parte

  1. Fui ver Alice ontem. É mesmo tudo aquilo sobre o cinema ser fantasia. Não quero ver Iron Man. Acho que não gostarei. Acho que já sou um personagem do W Allen.

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