Vidas Que Se Cruzam

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Charlize Theron, Kim Basinger e Jennifer Lawrence até tentam, mas não conseguem salvar Vidas que se Cruzam do esquecimento. Não que o filme seja ruim, é apenas mais do mesmo. Dirigido por Guillermo Arriaga, a estreia do roteirista de “Amores Brutos”, “21 Gramas” e “Babel”, todos dirigidos por Alejandro González Iñárritu, repete as mesmas fórmulas e não decola simplesmente porque privilegia o esquematismo em detrimento das personagens, até interessantes.

Como o óbvio título nacional nos informa (o original é The Burning Plain), o filme parte da premissa do entre-cruzamento da vida de várias pessoas. Ou seja, a mesma coisa que já vimos nos filmes dirigidos por Iñárritu, que possui um domínio narrativo e estético bem mais interessante do que Arriaga, o que de certa forma libertava os filmes das fórmulas ditadas pelo roteiro. Aqui os personagens vão e voltam no tempo, o que minimiza a intensidade das três performances das atrizes lá de cima, já que a estrutura fragmentária do filme parece ser mais importante do que o conflito vivido por elas.

 

Uma pena. Os pouco mais de três minutos do comercial da Nike dirigido por Alejandro González Iñárritu coloca todo o “Vidas que se Cruzam” no chinelo. Se é para manipular imagens e sons, vamos pelo menos manipular de verdade. 

 

Um pensamento sobre “Vidas Que Se Cruzam

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