Só Dexter para salvar os serial killers

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Os assassinos seriais estão mortos no cinema. Enquanto isso, Dexter está cada vez mais vivo na televisão. Se na tela grande temos que aguentar coisas como a série “Jogos Mortais”; na telinha, “Dexter” cresce a cada temporada, provando que uma fórmula, quando bem usada, pode dar certo e ter continuidade.


O seriado, que estreou em 2006 e já vai para a quinta temporada, é um sopro de originalidade em meio à mesmice que polui o subgênero “serial killer” nos cinemas, relegado a produções de quinta como “Os Cavaleiros do Apocalipse, que não se sustenta nem pela trama batida, nem pelo visual, teoricamente, sombrio.


Renascido das cinzas na década de 1990, graças ao sucesso de público e crítica de longas como O Silêncio dos Inocentes e Seven – Os Sete Crimes Capitais, os serial killers viraram tema central de filmes os mais díspares possíveis. Dos eficientes Copycat e Beijos que Matam a bobagens sem grande repercussão, o subgênero foi explorado à exaustão e perdeu força e charme.
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Em Os Cavaleiros do Apocalipse, por exemplo – estreia do diretor de videoclipes Jonas Akerlund no cinemas (entre outros, ele é responsável pelos videoclipes Ray of Light e Music, da Madonna), a trama é sem graça e nunca empolga, e a direção de Akerlund beira o amadorismo. A fotografia que enfatiza o vermelho de sangue e os cortes acelerados tentam compensar a fraqueza da história, e os clichês se acumulam até o final decepcionante.


Já em “Dexter”, a história é outra. Cada temporada é dividida em 12 episódios que se sucedem em um crescendo de suspense que beira o insuportável. Com personagens bem construídos e tramas bem amarradas, conhecemos a rotina de um serial killer diferente: seu principal alvo são outros serial killers.


Com um código de honra a ser seguido, Dexter trabalha no Departamento de Homícidos da Polícia de Miami. Ele não é policial, mas está no meio deles trabalhando como analista de sangue. A cada temporada, ele tem um novo desafio e um outro serial killer a seguir. E o telespectador fica grudado na telinha acompanhando as reviravoltas e conhecendo mais detalhes da vida do personagem, que tem família e tudo mais.


Destacando a primeira (quando conhecemos o personagem) e a quarta (com um final surpreendente) temporadas, a série tem se mantido entre as melhores atualmente em produção na televisão.


Enquanto isso, nos cinemas…


Nenhum filme empolgante. Sex and The City 2 é uma decepção e não vale nenhum comentário de tão medíocre que é. Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda deixam de ser grandes personagens de televisão e viram pequenas caricaturas na tela grande. O filme é um mastodonte e chega a ser constrangedor, com a cena de Lizza Minelli imitando a Beyoncé como o ápice do ridículo cinematográfico em anos. Tudo culpa da Sarah Jessica Parker, que deveria ser interditada urgentemente.


O atrativo de “O Golpista do Ano” é ver Jim Carrey interpretando um gay e dando uns amassos em Ewan McGregor. Mesmo fugindo de alguns clichês, evitando o humor escrachado e mostrando uma relação gay de forma digna, sem apelar para esteriótipos, o filme não é nada demais. Mais parece uma versão gay de “Prenda-me se for Capaz” (aquele longa em que Tom Hanks tenta capturar Leonardo DiCaprio) do que uma comédia romântica. Está longe de ser um dos melhores de Carrey (The Truman Show e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças continuam insuperáveis).

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