Magia ao Luar

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Woody Allen deve ser um dos cineastas que mais sofre por comparação. É quase impossível assistir a um dos seus filmes sem, automaticamente, compará-lo com outras de suas obras, ainda mais o diretor sendo um dos mais prolíficos da atualidade, lançando um longa novo a cada ano. Colocando assim em perspectiva, Magia ao Luar é okzinho.

O novo trabalho de Allen não chega a ser uma tragédia como “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” e “Para Roma, Com Amor”, mas é um filme que sofre pela falta de atrativos. Não espere aqui a nostalgia de um “Meia-Noite em Paris” ou uma atuação impressionante como a de Cate Blanchett em “Blue Jasmine”. Para o bem e para o mal, “Magia ao Luar” é uma obra típica de Woody Allen, mas o tom pastel aqui não está presente apenas na fotografia, envolvendo todo o filme.

Da história sem grandes dramas às atuações apenas corretas, “Magia ao Luar” é uma produção totalmente desprovida de graça. Usando novamente a França como cartão postal, o diretor mais uma vez usa trama e personagens para discutir e provar seu ceticismo em relação ao oculto, tema já explorado em sua obra. Colin Firth interpreta um mágico no final dos anos 1920 contratado por um amigo para desmascarar uma medium charlatã (Emma Stone). A proposta de Allen parece navegar entre um tom mais farsesco e o de uma comédia romântica, já que os personagens de Firth e Stone acabam se envolvendo.

Um dos problemas de “Magia ao Luar” é que o filme não se encontra nem como farsa, muito menos como comédia romântica. As piadas são sutis e sem graça, e o romance e a química entre Firth e Stone só existem no roteiro, nunca transparecem na tela. A falta de destaque entre os coadjuvantes, uma das principais características do cineasta, também pesa contra. Ótimas atrizes como Marcia Gay Harden e Jackie Weaver pouco fazem no filme, deixando todo o espaço para o casal insosso de protagonistas.

Sem um roteiro interessante e com atuações apenas corretas, resta ao espectador se deixar levar pela direção convencional e leve de Allen, com direito a uma bela embalagem em tons amarelados e ao som do típico jazz tão presente em suas produções. Sem grandes expectativas, o longa segue correto. Em comparação com outros grandes trabalhos do diretor, é de uma palidez quase entediante.

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