Pílulas

Ida, other films

Ida – Aclamadíssimo pela crítica, é o provável vencedor do Oscar de filme estrangeiro. Dirigido de forma delicada e econômica, o longa narra a história de Ida, freira que se descobre judia e busca, junto com a tia, os restos mortais dos pais assassinados durante a 2a Guerra. Com uma fotografia em P&B dos deuses e uma direção de arte precisa, a produção é sensível e foge de uma representação mais melodramática. Grande parte da força do filme está na relação entre Ida e sua tia e nos vários silêncios que pontuam a produção. Tem pelo menos duas cenas bem marcantes. E a fotografia realmente se destaca.

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O Homem Mais Procurado – Pouca gente viu esse thriller de espionagem nos cinemas. Uma pena, já que, além de trazer umas das últimas interpretações de Philip Seymour Hoffman, o longa é um belo exercício de estilo do cineasta Anton Corbijn (“Control” e “Um Homem Misterioso”). Corbijn, advindo do universo dos videoclipes, é um cineasta meticuloso com a imagem e constrói narrativas lentas e detalhistas. O diretor é dono de um cinema frio e calculista e contado de modo ora silencioso, ora distante. Aqui, a partir de uma obra de John le Carré, Corbijn cria uma ambientação elegante que mistura terrorismo, nacionalismo, espionagem, direitos humanos, Rachel McAdams, Willem Dafoe e Robin Wright em uma trama confusa, mas eficiente.

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A CaçadaDavid Michôd é outro cineasta que sabe tratar a imagem e faz um cinema com poucas concessões. Depois de uma estreia impressionante no drama familiar e de máfia “Reino Animal”, Michôd parte para um drama apocalíptico tenso e violento. Sem contextualizar muito a história, o diretor narra a trajetória de um personagem que se envolve em uma trilha de sangue e tiros depois que seu carro é roubado por uma gangue. Quase um road movie, o filme traz ecos de Mad Max com suas paisagens secas e vastas e com a determinação do protagonista em reaver , custe o que custar, seu carro. Mesmo lindamente filmado, o longa não tem o mesmo impacto da estreia de Michôd, em parte graças ao protagonista (Guy Pearce) que não desperta nenhuma empatia/carisma.

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