Cake. Uma Razão Para Viver

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O cinema já explorou à exaustão a temática da mãe que sofre pelo luto de um filho. Hoje em dia, esse quase gênero, na maioria das vezes, só serve mesmo para redimir a carreira das atrizes ao provar que elas têm talento. Cake. Uma Razão Para Viver segue exatamente esse caminho e não acrescenta nada à extensa lista de filmes sobre a dor da perda.

Jennifer Aniston, a sofrida da vez, até que se esforça e foge como pode do seu habitual jeito Rachel de ser (para quem mora no mundo da Lua, a atriz viveu por dez anos um dos personagens da série “Friends”). Mas ela confunde sofrimento com falta de carisma e entrega uma interpretação quase tão engessada quanto os movimentos da sua personagem Claire. Ela dá sorte, no entanto, de atuar ao lado de um elenco simpático (Sam Worthington, Adriana Barraza, Anna Kendrick, Felicity Huffman, Chris Messina e mais alguns), mas que só cumpre tabela em um roteiro maniqueísta e desonesto.

O maior problema de “Cake. Uma Razão Para Viver”, no entanto, não é a falta de originalidade. O grande pecado do longa é atolar seus personagens em clichês e não conseguir despertar no espectador nenhuma empatia em relação a eles. As cenas e as ações dos personagens não parecem naturais, e o roteiro nem tenta fugir do clichê-mor filme-de-redenção-com-cara-de-auto-ajuda.

As conversas entre Claire e a personagem da “amiga” suicida são as piores. O fato de “Cake” tentar explorar um certo humor também não melhora a situação do longa. E o final do filme é quase constrangedor de tão simplório.

Tirando uma cena ou outra (a melhor de Aniston é aquela em que a personagem fica diante da foto do filho) e um personagem aqui ou acolá (a emprega mexicana é a melhor desenvolvida e a atriz está muito bem no filme), “Cake. Uma Razão Para Viver” não foge do pieguismo. E ainda é embalado como manda a cartilha do cinema independente norte-americano.

O titulo em português da produção não ajuda a causar boa impressão. Mas pelo menos o filme é desses que se assiste com certa facilidade, ainda que isso não seja lá grandes coisa.

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