Jason Bourne

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Depois de três ótimos filmes e um derivado interessante sem a participação do personagem principal, Jason Bourne não precisava ter voltado às telas de cinema. Mas nada em Hollywood é permanente e o anti-herói e ex-agente da CIA está de volta em Jason Bourne, mais um longa cheio de adrenalina e tensão, novamente dirigido por Paul Greengrass, responsável pelos dois melhores capítulos da série.

A volta de Bourne aos cinemas pode não ter o mesmo frescor e originalidade da primeira trilogia, mas também não decepciona, apresentando a mesma narrativa urgente que não abre espaço para humor ou distrações. Aqui, Bourne (vivido pelo sempre carismático e agora malhadíssimo Matt Damon) está às voltas mais uma vez com os segredos do seu passado, revelados a ele pela também ex-agente Nicky Parsons (uma Julia Stiles nervosa e a cara da Diane Lane). Em meio a tiros, explosões e muitas perseguições, ficamos sabendo que o pai de Bourne está envolvido de alguma forma com o projeto Treadstone.

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Se o retorno do personagem às telas parece um tanto forçado e o roteiro apresenta tramas paralelas que não acrescentem muito à história (caso do envolvimento do empresário nerd e bilionário com a CIA), Paul Greengrass enfia o pé no acelerador e não abre muito espaço para o espectador pensar no que está acontecendo, graças a uma edição hiperbólica e cenas de ação orquestradas com maestria jogadas na tela uma atrás da outra. Ao lado da montagem epiléptica que pode incomodar alguns (são raríssimas as cenas em que a câmera mantém o foco em apenas um elemento), o longa ainda traz um desenho de som impressionante e que dá uma falsa aura ultrarrealista a socos, pancadas, tiros e muitas batidas de carros.

“Jason Bourne” segue essa cartilha do exagero com louvor. Tudo nesse capítulo é bastante familiar, mas parece estar um tom acima do necessário, principalmente o ritmo que não dá trégua e a ultraviolência das lutas. Se isso pode tirar um pouco o brilho da produção, Matt Damon continua demonstrando ter carisma para segurar o personagem mesmo sem praticamente ter falas. No final das contas, a competência do novo elenco (em especial Tommy Lee Jones e Alicia Vikander) e esses elementos familiares que não fogem da fórmula criada pela própria série funcionam e mostram que Jason Bourne ainda tem espaço e relevância no cinema atual. E eu estava com saudades de ouvir a cortante “Extreme Ways”, do Moby, fechando mais uma trama do personagem.

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