Cate Blanchett: 50 anos em 5 filmes

Apesar de já ter algumas séries e filmes no currículo, o mundo foi apresentado a Cate Blanchett, em 1998, no épico histórico “Elizabeth”, que recebeu sete indicações ao Oscar, incluindo o de melhor atriz. A australiana perdeu para Gwyneth Paltrow (por “Shakespeare Apaixonado”) em uma dessas vitórias polêmicas que entraram para a história da premiação. Blachett perdeu o Oscar, mas o mundo ganhou uma das atrizes mais talentosas e versáteis dos últimos 20 anos.

Em seguida, Cate Blanchett fez de um tudo, emprestando seu rosto elástico e glacial para blockbusters como a trilogia de “O Senhor dos Anéis” e “Thor: Ragnarok”, filmes independentes (“Sobre Cafés e Cigarros”, “Sob o Efeito da Água”) e produções de prestígio (“O Aviador”, “Blue Jasmine” e “Carol”).

Em pouco mais de 20 anos em que seu nome deixou de ser desconhecido para se tornar o de uma das atrizes mais respeitadas de Hollywood, Blanchett fez comédias (“Vida Bandida”), terror (“O Dom da Premonição”), filmes infantis e contos de fadas (“O Mistério do Relógio da Parede”, “Cinderela”) e acumulou créditos em longas dos maiores cineastas contemporâneos: Steven Spielberg, Martin Scorsese, David Fincher, Woody Allen, Todd Haynes, Ridley Scott, Alejandro G. Iñárritu, Terrence Malick, Jim Jarmusch, entre outros.

Entre muitos filmes bons e alguns equívocos (“Chegadas e Partidas”, “O Segredo de Berlim”, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” “Robin Hood”, pra citar alguns), Cate Blanchett chega aos 50 anos prometendo ainda mais boas atuações em papéis icônicos. Eis meus 50 anos e 5 filmes dela:

Elizabeth (1998): O papel da rainha inglesa transformou o rosto australiano desconhecido em um dos nomes mais cobiçados por Hollywood. Cate Blanchett foi indicada ao Oscar e ganhou, praticamente, todos os principais prêmios do cinema por esse épico que mostra uma jovem atriz no total controle do seu talento. Blanchett convence tanto como rainha ingênua como uma monarca ciente de seu poder. A atriz repetiu o papel (e foi novamente indicada ao Oscar) no “camp” “Elizabeth: A Era de Ouro” (2007).

O Talentoso Ripley (1999): Um ano depois de ser “descoberta”, Blanchett estrelava essa suntuosa produção de um dos diretores mais badalados da época, Anthony Minghella (vencedor do Oscar por “O Paciente Inglês”). Aqui, a atriz vive uma moça rica e mimada que acaba se envolvendo, ainda que de forma coadjuvante, em uma trama de assassinato e mentira. Apesar de o filme pertencer a Matt Damon, Blanchett empresta seu charme habitual a um papel menor que poderia ser totalmente esquecível, mas não é.

Não Estou Lá (2007): Cate Blanchett se transforma na lenda musical Bob Dylan nessa cinebiografia que foge do convencional. Trabalhando pela primeira vez com o ótimo Todd Haynes, a atriz se entrega ao papel e se destaca entre os nomes que dividem com ela o trabalho de interpretar o músico (entre eles, Richard Gere, Christian Bale e Heath Ledger) . O filme pode não agradar quem procura uma narrativa mais linear sobre a trajetória do cantor, mas só a atuação de Blanchett já impressiona.

Blues Jasmine (2013): Blachett ganhou o seu segundo Oscar (o primeiro foi como coadjuvante na superprodução “O Aviador”) ao interpretar uma ricaça um tanto neurótica que perde toda sua fortuna graças às falcatruas do marido e acaba indo morar com a irmã pobretona. A atriz engole o papel (levemente inspirado na socialite Ruth Madoff) e é a melhor coisa desse longa de Woody Allen, antes do cineasta ser jogado para escanteio por Hollywood, graças a acuações de assédio e má conduta sexual.

Carol (2015): Mais uma vez trabalhando com Todd Haynes, Blanchett interpreta mais uma socialite que, nessa adaptação da obra de Patricia Highsmith, abandona a vida vazia de dondoca depois de se apaixonar por uma vendedora mais jovem (Rooney Mara). Amparada pela direção dos deuses de Haynes e emoldurada por uma produção que exala paixão, Blanchett está em um de seus papéis mais sensuais e trágicos, em seu último grande filme recente.

Cate Blanchett foi indicada para sete Oscar: três como atriz coadjuvante (“O Aviador”, “Notas de um Escândalo” e “Não Estou Lá”) e quatro como atriz (“Elizabeth”, “Elizabeth: A Era de Ouro”, “Blue Jasmine” e “Carol”).

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