Homem-Aranha: Através do Aranhaverso

Entre “Duna”, o novo “Missão: Impossível” e “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso”, as produções divididas em duas ou três parecem estar de volta. E esse é o único defeito da continuação de “Homem-Aranha: No Aranhaverso”, uma animação que consegue equilibrar muito bem o ritmo frenético com uma narrativa emocionante. O longa ainda é, de quebra, o melhor a explorar o (já quase batido) conceito de multiverno.

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Com um início arrebatador que tira o foco do jovem aranha Miles Morales para centrar em Gwen Stacy, o longa já apresenta nos primeiros minutos todas as suas intenções: explorar várias técnicas de animação em meio a uma trama de ação que não abandona o desenvolvimento das personagens em prol do mero espetáculo. Logo nesse começo, o filme deixa claro que é algo inovador, ainda que parta da mesma premissa técnica e narrativa do anterior “Homem-Aranha: No Aranhaverso”.

Sabe quando você assiste a um filme com a impressão de estar vendo algo realmente especial? É exatamente essa a sensação que o prólogo de “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” deixa, uma excitação pelo que está acontecendo na tela e pelo que estar por vir. Isso se torna algo ainda mais surpreendente porque a animação é uma verdadeira miscelânea de ideias, cores, personagens e emoções costuradas por uma edição milagrosa que consegue dar coerência a algo que poderia ser uma verdadeira bagunça.

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Os diretores dessa nova empreitada não só seguiram os passos de “Homem-Aranha: No Aranhaverso” como conseguiram ampliar o escopo do anterior em uma nova jornada ainda mais épica e delirante. As referências, as gags visuais e o ritmo alucinante, no entanto, não funcionariam sem o ótimo roteiro com coração e alma não fosse a base do longa. Misturando tragédia familiar, um vilão filosófico (o Mancha, praticamente saído de um filme de terror à la “O Babadook”) e personagens carismáticos, “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” cria uma teia narrativa que causa impacto tanto pelo visual lisérgico do longa como pela sua trama de possibilidades que têm como base o amor pela família.

É um tema até clichê, a possibilidade do trauma da perda como catalizador de mudanças. Mas “Homem-Aranha: Através do Aranhaverso” nunca se contenta em ser mais um filme piegas sobre amor familiar, preferindo uma abordagem que exala frescor em meio a um caleidoscópio de imagens que encantam pelas cores e pelos sentidos. Chega a ser assustador, inclusive, a ideia de como o próximo “Homem-Aranha: Além do Aranhaverso” conseguirá superar (se é que precisa) esse filme.

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Sobre a trama, apesar da vitória em “Homem-Aranha: No Aranhaverso”, a falha que possibilita as viagens no multiverso ainda persiste. Para evitar que vilões transitem entre universos diferentes, um grupo de diferentes Homens-Aranha viajam por diferentes mundos evitando que linhas temporais se misturem (algo similar ao que vemos na série “Loki”). Claro, no entanto, que algo dá errado graças ao vilão Mancha, alterando os rumos do universo e colocando Miles Morales e sua família em perigo. Assim em poucas linhas, parece uma bobagem. Mas não é.

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