Rogue One, Uma História Star Wars

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Rogue One, Uma História Star Wars já começa ganhando o espectador graças à encenação familiar que faz parte do maior universo já criado pela cultura pop. O longa também tem uma premissa bastante interessante, mostrar uma importante batalha desse universo apenas mencionada nos episódios da trilogia original. Com esses dois elementos de vantagem, fica fácil gostar desse spin-off que inicia uma série de produções paralelas à história central da saga Star Wars (a próxima é um filme sobre a juventude de Han Solo).

O longa segue os planos de destruição da Estrela da Morte, uma arma capaz de destruir planetas inteiros. De um lado a Rebelião, de outro o Império. No centro de tudo, novos personagens e algumas (poucas) figuras familiares aos filmes originais. O resultado é divertido e termina de forma envolvente, mas não é perfeito ou mesmo tem a mesma empolgação do sétimo episódio lançado em 2015 (“Star Wars, O Despertar da Força”).

E o que falta então a esse novo episódio, já que quase todas as peças estão no lugar? A resposta é simples: Gareth Edwards (do maravilhoso “Monstros” e do interessante “Godzilla”) dirige tudo certinho e no lugar, mas sem a paixão de JJ Abrams, que deu vida nova à franquia ano passado, por exemplo. A produção é impecável, o elenco competente (mas falta carisma e química a Felicity Jones e Diego Luna) e o roteiro trata a história com reverência e respeito. Mas falta ousadia, paixão e impacto.

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A trama da garotinha que perde a família e quer se vingar do Império segue a lógica da saga Star Wars de transformar a batalha entre o bem e o mal em uma questão sobre família. Até aí tudo bem, mas Edwards filma os principais momentos sem muita dramaticidade, tirando grande parte do impacto que a produção poderia ter. Ainda assim, o longa traz uma abordagem trágica muita bem-vinda e aposta na mesma embalagem “vintage futurística” do sétimo episódio, fugindo da plasticidade falsa e destoante dos efeitos da trilogia lançado nos anos 2000.

Mas, mesmo sem ter a mesma a potência cinética ou a magia cinematográfica de “O Despertar da Força”, “Rogue One” prende a atenção e conquista o fã da saga Star Wars a partir da metade para o final. O verdadeiro filme escondido no início burocrático se revela quando o roteiro deixa de lado a introdução dos personagens, começa a amarrar as pontas soltas e a fazer uma conexão mais explícita com a trilogia original.

A direção de Edwards também parece ficar menos engessada, e o diretor cria belas cenas amparadas pela fotografia e uma edição mais envolvente. A aparição de Darth Vader ajuda a deixar o público mais empolgado e a esquecer as eventuais falhas da produção. E a cena final é nostalgia pura.

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