Relatos do Mundo

É um tanto surpreendente que Paul Greengrass, dono de um cinema frenético e nervoso, tenha dirigido um filme tão convencional quanto esse faroeste “Relatos do Mundo”. Ainda que o escopo do longa seja épico, com grandes tomadas de paisagens amplas, o cineasta opta por uma representação mais intimista e menos grandiosa. Há poucas cenas de ação, por exemplo, e o foco do roteiro é mesmo a relação entre os personagens de Tom Hanks e da garota Helena Zengel.

Hanks interpreta uma espécie de narrador de notícias, um homem solitário que pula de cidade em cidade lendo as notícias para os moradores em troca de dinheiro. Ainda que não seja um filme político, é possível perceber no personagem uma espécie de salvador que traz a verdade a pessoas incapazes de ler e mesmo entender o mundo que as cerca. Esse papel de salvador fica ainda mais evidente quando Hanks precisa ajudar uma garota raptada e criada por índios a voltar para casa.

Maratona Bourne, Jason Bourne

Além da narrativa mais tradicional que se distancia dos filmes de ação do diretor (em especial os filmes da série Bourne), “Relatos do Mundo” tem também um roteiro um tanto previsível, mas compensado por uma bela encenação (a fotografia é belíssima) e uma boa química entre os dois atores, o grande trunfo do longa.

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