Viúva Negra

Os filmes da Marvel são espetáculos audiovisuais, então eles tendem a crescer na tela grande quando o espectador está soterrado pelos sons e pela grandiosidade da dimensão da tela, deixando de lado potenciais falhas. Não é de se estranhar que a Disney tenha segurado todas as produções da Marvel até a pandemia começar a arrefecer um pouco. 

Como eu não vi “Viúva Negra” (o primeiro filme da Marvel a estrear desde a última produção do Homem-Aranha, lançada em 2019) no cinema, o longa perde muito do seu impacto, resultando em um produto final bem feito, mas sem grandes novidades. 

Com a trama ensanduichada entre produções anteriores da Marvel, o filme é o mais próximo que temos de uma história de origem para a Viúva Negra, uma das personagens mais consistentes presentes nos longas do estúdio.

A produção começa mostrando um pouco da infância da personagem vivendo uma vida de mentira com os pais espiões (David Harbour e Rachel Weisz se divertindo horrores, mas escorregando nos sotaques) nos Estados Unidos. “Viúva Negra” foca em seguida em uma espécie de vingança da personagem, que teve a vida roubada para virar uma agente especial russa. 

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Perdido entre ser um filme de espionagem, aqui elevado a enésima potência e turbinado pela pegada épica da Marvel, e um drama familiar em que Natasha se reencontra com a família de mentira, “Viúva Negra” fica devendo em ambas tentativas. Apesar do bom elenco (com destaque para Florence Pugh), tudo é apressado demais para que nos conectemos com o drama de Natasha, ainda mais porque já sabemos do destino fatal da mesma no último filme dos Vingadores. 

Do outro lado, a direção genérica de Cate Shortland não contribui em nada para a ação da produção. Apesar das lutas bem coreografadas (aqui perdidas entre cenas épicas que carregam nos efeitos especiais), nada é muito diferente de todos os outros filmes da Marvel (inclusive o vilão sem graça, vivido da forma mais maniqueísta possível por Ray Winstone). Falta identidade própria. Viúva Negra e Scarlett Johansson mereciam uma produção com mais alma. 

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Cruella

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