Cry Macho – O Caminho para Redenção

Clint Eastwood é uma lenda do cinema. Em mais de 60 anos de carreira, ele fez de tudo um pouco até virar um astro e tornar-se um produtor e cineasta de respeito. A verdade é que, mesmo ele sendo uma lenda, eu não gosto do cinema que Clint faz. Além de, no geral, seus filmes não terem nenhuma grande marca, suas produções ainda não têm apuro estético e são dirigidas de forma quase desleixada (o único filme dele que realmente gosto é “As Pontes de Madison“).

Esse “Cry Macho – O Caminho para Redenção” não muda em nada o que penso sobre o cinema dele. O primeiro problema do longa é a trama que não faz o menor sentido: Clint Eastwood vive um ex-peão que viaja até o México a mando do ex-patrão (que salvou sua vida depois de uma tragédia) para resgatar o filho rebelde de 13 anos deste. Sim, Eastwood, um idoso de 91 anos, viaja dirigindo até outro país para sequestrar um adolescente sem nem saber o que lhe espera pela frente. Por mais que Clint Eastwood seja Clint Eastwood, fica difícil de comprar a ideia.

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Suspensão de descrença à parte, Eastwood consegue convencer o adolescente a encontrar o pai nos Estados Unidos, e o longa vira em espécie de road movie com os dois, mais o galo de briga do jovem (cujo nome é Macho), fugindo do capanga enviado pela mãe do garoto (que, apesar de ter uns 40 anos, tenta seduzir o idoso de 90 porque é assim que mulheres se comportam).

Se a história não faz sentido, Eastwood não se esforça nem um pouco para torná-la interessante ou desenvolvê-la sem cair nas armadilhas clichês desse tipo de filme em que duas pessoas começam se estranhando até se tornarem amigas. Sem suspense, ação ou mesmo curvas dramáticas, “Cry Macho – O Caminho para Redenção” segue parado tentando se sustentar apenas na dinâmica da amizade entre o ex-peão e o adolescente. Não consegue.

A julgar pela trama, a ideia do filme é tentar desconstruir o estereótipo de macho sem franqueza. Mas tirando uma frase feita aqui e acolá, o longa nem de longe aborda o tema com a profundidade necessária, tornando-se apenas mais uma produção esquecível e que não foge dos estereótipos (o personagem dele solta várias frases problemáticas em relação aos mexicanos) dirigida por Eastwood.

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