What if…?

Eu era simplesmente fascinado pelas histórias “O que aconteceria se…?”, da Marvel, quando eu era adolescente. As tramas re-imaginavam histórias clássicas dos quadrinhos, apresentando um outro rumo e perspectiva para plots conhecidos, como a morte da Fênix ou o casamento de Peter Park com Mary Jane. Uma simples mudança na história e todo o desenvolvimento dos personagens, e do próprio universo Marvel por tabela, tomava outra direção.

A ideia de transformar essas tramas em uma série de animação é simplesmente genial, com o foco saindo das HQs e centrando no universo cinematográfico da Marvel. A estratégia abriu toda uma nova leva de possibilidades de reutilizar os heróis, inclusive com vários dos atores famosos emprestando suas vozes para a animação.

A primeira temporada de “What if…?” traz nove episódios que reinterpretam momentos famosos dos heróis da Marvel no cinema. Temos o nascimento dos Vingadores, uma infestação zumbi, uma nova origem para o Dr. Estranho, Pantera Negra e Capitão América. Tudo isso contado em uma ótima e colorida animação. 

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Mas o que era uma bela ideia no papel, decepciona na telinha. Com episódios curtos de 30 minutos, muitas das tramas são narradas apressadamente e sem muito desenvolvimento. Em vários momentos, os eventos que mudam os rumos da trama parecem forçados ou mesmo mal explicados. 

Alguns episódios nem mesmo apresentam um desfecho, terminando abruptamente para deixar possibilidades no ar. Nem mesmo a presença do Vigia, que observa e narra as alterações nas histórias, é bem aproveitada, desperdiçando o talento de Jeffrey Wright, que empresta a voz para o emblemático personagem. 

Dos nove episódios da primeira temporada, apenas um realmente me empolgou (o focado no Dr. Estranho), enquanto os outros variam entre ok e desinteressantes. O nono e último episódio (uma continuação direta do oitavo) tenta amarrar todos os anteriores, reaproveitando elementos de cada um, mas já é tarde demais para salvar a série.

No final das contas, apesar de algumas belas cenas de animação, a série funciona melhor como fan service para quem já é muito versado no universo Marvel do que como propriamente narrativas interessantes, o que não deixa de ser uma oportunidade desperdiçada. 

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