Dexter: New Blood

Depois do final constrangedor de tão ruim de “Dexter”, nem mesmos os fãs mais ardorosos da série queriam uma continuação. Mas em meio ao mar de nostalgia que assola o entretenimento atual, eis que o serial killer que mata criminosos ganhou uma sobrevida com a minissérie “Dexter: New Blood” (disponível na Paramount +). 

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Mesmo não sendo nada demais, seja em relação à trajetória do personagem, seja dentro do contexto de séries sobre serial killers, a minissérie é boa, bem desenvolvida e fecha o ciclo de Dexter Morgan resgatando uma certa dignidade perdida nas últimas e fracas temporadas da série.

Oito anos depois do fim da série (que durou oito temporadas), encontramos Dexter Morgan em uma cidade pequena no norte dos Estados Unidos vivendo como outra pessoa, Jim Lindsay, um vizinho amistoso que trabalha na loja de armas da cidade e namora a xerife Angela Bishop. A vida pacata de Jim muda quando o passado de Dexter bate à sua porta na forma do seu filho Harrison.

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Mas não é só o aparecimento do filho abandonado que desencadeia os acontecimentos da minissérie, que foca ainda em uma série de desaparecimentos de mulheres que acontece na cidade ao longo dos últimos 25 anos e em um pequeno deslize de Jim envolvendo o filho mimado de um morador local. Com um novo assassino à sua volta e a possibilidade de seu filho também ter pensamentos sombrios, o sossego de Dexter é colocado à prova. 

Ainda que não apresente nada de muito novo (a própria dinâmica de Dexter com seu filho lembra a relação do próprio serial killer com seu pai adotivo), a minissérie consegue desenvolver uma trama envolvente e resgata o que de melhor a série original tinha, da atuação de Michael C. Hall à relação de Dexter com a irmã adotiva Debbie (que assume na minissérie o papel de Harry Morgan na série, a consciência do serial killer). 

Nem tudo é perfeito, claro. Com dois episódios a menos do que as temporadas originais, a trama da minissérie por vezes parece acelerada demais, seja na forma como o programa revela o lado sombrio de Harrison, seja no último episódio, que tem um desfecho corrido demais, principalmente nos 20 minutos finais. 

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Entre pistas falsas que parecem desnecessárias ao final da minissérie (o subplot do bilionário petroleiro não agrega em nada à trama e poderia ter sido descartado da versão final sem prejuízo) e coincidências um tanto forçadas (o encontro de Angelo Bishop com o Sargento Angel Batista da série original), “Dexter: New Blood” pelo menos adota uma postura mais corajosa do que o lamentável fim da série original. 

Mesmo não repetindo os momentos auges de “Dexter” (a quarta temporada é o grande marco da série”), a minissérie pelo menos resgata um pouco da dignidade do personagem, mesmo que para isso tenha desagradado, novamente, boa parte de seus fãs.

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