Uma Thurman: 50 anos em 5 filmes

Uma Thurman começou a se destacar no final dos anos 1980 e chegou à década de 1990 como uma das promessas da nova geração, se revezando entre filmes comerciais como os suspenses “Desejos” e “Jennifer 8”; grandes blockbusters (os pavorosos “Batman & Robin” e “Os Vingadores”); e produções de caráter mais independente ou autorais (“Até as Vaqueiras Fiquem Triste”, “Poucas e Boas”).

Apesar do início promissor e de ser uma boa atriz, trabalhando com cineastas como Stephen Frears, Terry Gilliam e Philip Kaufman, e de ter clássicos e cults no currículo (em especial as duas colaborações com Quentin Tarantino), na virada dos anos 2000 algo aconteceu com a carreira da atriz. Logo após “Kill Bill”, sua filmografia passou a ser de gosto bem duvidoso, com escolhas fracas e/ou desinteressantes (com exceção das duas colaborações da atriz com Lars Von Trier – “Ninfomaníaca” e “A Casa que Jack Construiu”).

Sem um sucesso já há algum tempo, nem mesmo a tentativa de emplacar uma série na Netflix deu certo, e a horrorosa “Chambers” não sobreviveu sequer a primeira temporada. Ainda assim, Uma Thurman completa 50 anos neste 29 de abril como um dos rostos mais conhecidos de Hollywood desde o final dos anos 1980.

Eis os meus 5 filmes preferidos dela:

Ligações Perigosas (1988) – Em meio a um elenco talentoso que reúne Glenn Close, Michelle Pfeiffer e John Malkovich, Uma Thurman consegui chamar a atenção para si pela primeira vez nessa adaptação suntuosa de um clássico da literatura francesa. A atriz vive uma adolescente seduzida pelo personagem de Malkovich em um jogo de mentiras e traições que mostra a hipocrisia de uma sociedade que usa espartilhos e perucas para dissimular sua sordidez. Um clássico que colocou Thurman no mapa de Hollywood.

Pulp Fiction (1994) – Um dos filmes mais influentes da década de 1990, “Pulp Fiction” tem uma série de méritos, um deles dar destaque a Uma Thurman (e sua peruca Chanel preta), que vive uma namorada viciada de um gangster. A cena em que a atriz dança com John Travolta é, inclusive, uma das mais lembradas da produção e um dos símbolos do cinema dos anos 1990. A participação no filme rendeu a única indicação ao Oscar de Thurman, como atriz coadjuvante.

Gattaca (1997) – Uma das grandes ficções científicas dos anos 1990, o filme retrata uma sociedade distópica onde, no futuro, os seres humanos são classificados como geneticamente perfeitos ou imperfeitos. Thurman vive uma das perfeitas que acaba se relacionando com um imperfeito (Ethan Hawke) que assume a identidade do mais que perfeito Jude Law. Cheio de boas ideias e dono de uma direção de arte indicada ao Oscar, o longa não fez muito sucesso nas bilheterias, mas virou um cult e é um dos melhores filmes da atriz.

Kill Bill Vol I & II (2003/2004) – Novamente trabalhando com Quentin Tarantino, Uma Thurman ganha aqui o seu papel mais emblemático, uma noiva que busca vingança em meio a uma avalanche de referências ao cinema de kung fu e westerns. Dividido em duas parte, o longa é um banho de sangue filmado com paixão por Tarantino e, infelizmente, a última vez que Hollywood deu o devido valor à atriz.

A Terapia do Amor (2005) – Apesar de nunca ter virado uma Meg Ryan ou Sandra Bullock, Uma Thurman tem uma série de comédias românticas no currículo (“Brincando de Seduzir”, “Feito Cães e Gatos”, “Como Ganhar seu Coração”), sendo esse filme modesto uma das melhores. Mesmo que a trama não seja muito original, Thurman tem uma boa química com o ator Bryan Greenberg e ainda divide a cena com Meryl Streep, que interpreta sua terapeuta e mãe do seu namorado mais novo. Apesar de bobinho, o longa tem seu charme, sendo Thurman responsável por parte dele.

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