Solos

Série antológica original da Amazon, “Solos” tem uma premissa interessante que mistura sci-fi com toques de filosofia e psicologia para tentar explicar questões humanas que vão do isolamento à solidão e medo do esquecimento, da frustração com a vida à memória e luto.

Uma pena que de original a série só tenha a premissa. Com textos piegas e uma encenação um tanto esotérica, os episódios independentes se revelam pretensiosos e vazios, com tramas que vão do nada a lugar algum.

Alguns episódios conseguem se salvar graças aos atores que conseguem imprimir alguma emoção ao texto (caso de Helen Mirren, Morgan Freeman, Anthony Mackie e Nicole Beharie). Mas, no geral, a série é chata e lembra monólogos teatrais, no pior sentido do termo.

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Os episódios protagonizados por Anne Hathaway, Constanza Wu e Uzo Aduba, de longe, são os piores da série, com atuações estridentes e tramas que desperdiçam temas interessantes como viagem no tempo, isolamento social e o peso da culpa para a memória.

Outro problema da série é que o universo em que as histórias se passam é mal desenvolvido e pouco explorado. O último episódio, centrado no personagem de Morgan Freeman, até tenta costurar todas as tramas e estabelecer um fio condutor entre elas, mas a saída encontrada pelo roteiro é frágil e parece um arremedo de outras ideias já melhor exploradas pela similar “Black Mirror”.

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